Verdades do Corpo | Sobrepeso I
Representa uma visão alternativa à saúde baseada na biodescodificação de uma sintomática física ou psicológica, numa intervenção terapêutica que dirige à cura profunda emocional. Serviços: Psicologia Clinica, Psicossomática Clinica e Humanista, Psicogenealogia, Sexualidade Masculina, Numerobiologia.
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Sobrepeso I

O excesso de peso é uma epidemia social e sanitária que traz consequências desagradáveis ao nível da saúde. Actualmente, o sobrepeso pode ser avaliado pelo Índice de Massa Corporal, que nos dá um padrão estatístico normalizado do peso ideal. Contudo, grande percentagem das pessoas que sofrem de sobrepeso (ou IMC acima da média) procura ajuda devido a questões de estética e auto-estima. Embora se saiba, pelo bom senso, que excesso de peso é igual a perda de saúde, o factor psicológico exerce uma influência que não pode ser menosprezada.

 

O mercado sabe adaptar-se à necessidade estética, fornecendo um sem número de hipotéticas soluções, desde fármacos adelgaçantes a dietas revolucionárias e alimentos “light”, que fazem a delícia de inúmeras lojas, nutricionistas e anúncios televisivos. Salvaguardando o benefício inequívoco de uma alimentação equilibrada e da prática de exercício físico moderado, existem “gordinhos crónicos” que não conseguem reduzir umas gramas que sejam. Mesmo quando o conseguem fazer, tendem logo a buscar e a recuperar rapidamente as gramas perdidas.

 

Perante estes casos, a Psicossomática Clinica e Humanista apresenta resultados bastante encorajadores, não só pela evidência do método como também pelos benefícios psicológicos que advêm da sua aplicação.

 

A PCH vê este problema numa perspectiva diferente daquela a que normalmente se está acostumado.

 

A questão central deveria ser:

 

Para que é que o inconsciente biológico necessita do sobrepeso?”

 

O corpo procura o nosso maior benefício, nunca desprezando, por isso, as suas necessidades vitais arcaicas e sagradas. Se a dificuldade de emagrecer é superior à vontade, significa que o inconsciente necessita do sobrepeso, por uma questão de sobrevivência.

 

Salvaguardando todo o quadro teórico exaustivo do sobrepeso, é facto incontestável que o inconsciente biológico procura trabalhar sempre no sentido do nosso maior benefício. Quando há sobrepeso, tal significa que o peso e tamanho são mais importantes do que as questões estéticas.

 

Basta imaginar a seguinte situação:

 

Entras numa viela sinistra e és encurralado por um gang de miúdos desordeiros. Quem escolhias para te proteger: um modelo da Calvin Klein ou um homem forte, largo e avantajado?

 

Em questões extremas, o lado arcaico biológico ganha sempre!

 

 

Sobrepeso = Força muscular e Presença Física

 

 


 

 

“A Senhora que carrega tudo”

 

Uma consultante de 39 anos apareceu em consulta devido ao seu excesso de peso. Confessa que é um problema para si mas, apesar das suas “pseudo-tentativas” de emagrecer, acaba por sabotar inconscientemente os resultados:

 

Eu já tentei de tudo… Quando começo com algo, chego a um ponto em que desisto e nunca consigo levar a dieta avante. As minhas amigas dizem que não emagreço porque não quero, que sou uma preguiçosa. Embora não goste de ouvir isso, na realidade sou obrigada a dar-lhes alguma razão.”

 

Quando alguém se encontra “bloqueado” no Inconsciente perante o sobrepeso, normalmente é julgada socialmente como sendo “preguiçosa” ou “desleixada”.

 

Olhando com lentes focadas para pormenores na sua vida, esta “preguiçosa” tem como hábito ser o suporte para muita gente, desde o vizinho do lado até ao querido pai (que mais parece seu filho).

 

Desde sempre procurei estar para os outros, desde sempre fui assim… Mas quando sou eu a precisar de ajuda, procuro desenrascar-me sempre sozinha.”, diz ela, com um suave sorriso de troça no seu olhar.

 

Ao investigar a sua história contemporânea, encontramos uma menina que foi sempre obrigada a ter um papel de suporte material e emocional para a família.

 

Desde os seus 4 anos, depois do falecimento da tia paterna, irmã gémea do pai, que ela foi obrigada a assumir indirectamente o papel paterno. O pai tornou-se num homem emocionalmente ausente naquela casa:

 

Desde sempre que guardo do meu pai um rosto de tristeza e pesar…” A consultante foi, desde tenra idade, condicionada inconscientemente a segurar a casa, hábito que se mantém até aos dias de hoje, alargando o seu papel de “elefante-de-carga” ao círculo de amigos e conhecidos.

 

Ao fazer a análise da árvore genealógica, usando a Psicogenealogia em busca de mensagens familiares inconscientes ou “Fidelidades Familiares Invisíveis”, descobre que a data de nascimento da sua avó paterna está em linha com a sua data de concepção, com uma diferença de 4 dias.

 

Perante estas evidências psicogenealógicas, é inevitável fazer a seguinte questão:

 

Qual foi o maior drama da vida da sua avó?

 

Tinha 8 filhos e um marido alcoólico. O meu pai era o mais novo. Toda a gente na freguesia admirava a minha avó por ser uma pessoa tão forte e determinada, capaz de suportar a casa sozinha. Cuidou dos filhos praticamente sozinha desde o início do seu casamento. Passou a vida inteiramente dedicada a proteger os seus filhos, pois o marido batia-lhes frequentemente. O meu pai era muito frágil, se não fosse ela eu acho que ele estaria completamente perdido…

 

Para o inconsciente familiar, ela representa simbolicamente a sua avó. Tal como ela, suporta tudo e todos lá em casa. É uma mensagem inconsciente de “elefante-de-carga” paterna.

 

Nesse momento, a consciencialização toma posse da mente da pessoa. Um choro compulsivo solta-se do fundo do seu ser. Esta corrente de lágrimas é impossível de ser controlada, visto esta consciencialização ser algo demasiado intenso para ser mantido no inconsciente.

 

Simbolicamente, através do seu pai, a consultante trouxe um programa de “elefante de carga”, ou, usando a terminologia da PCH, um programa transgeracional de “pilar de família”.

 

Basta imaginar alguém a arrastar diariamente 200kg presos no corpo: não deve ser nada fácil. Para essa função, o corpo encontrou uma solução perfeita: o sobrepeso, força muscular e presença física!

 

Este programa foi transmitido através do projecto sentido gestacional (PSG) do seu pai.

 

Alguém que traz este programa normalmente apresenta as seguintes características:

 

  • Estrutura óssea mais densa e larga;
  • Altura acima da média;
  • Psicologicamente expansivo;
  • Facilmente irritável;
  • Tendência a tornar-se o líder nas tarefas de maior dureza física e emocional.

 

A força bio-emocional do programa é suficientemente forte para se converter em características físicas e biológicas durante o período intra-uterino.

 

Na origem do programa existiu um drama familiar que atingiu a linha paterna: o alcoolismo do avô. Quando o drama é intenso, as gerações seguintes procuram reparar inconscientemente esse drama.

 

“Conhece o teu rebanho e conheces-te a ti mesmo”.

 

Por fidelidade familiar invisível, a mulher “Pilar de Família” revela que foi sempre uma criança maior que os seus colegas, ao ponto de se identificar, inclusivamente, com a imagem de um elefante.

 

Para o seu inconsciente biológico, perder o sobrepeso significaria Abandono e Miséria na família.

 

Contudo, vivendo estes dramas familiares de uma forma inconsciente, perde-se o poder de fazer escolhas autênticas na vida. O coração precisa de estar sempre em sintonia com a razão.

 

Para a consultante, a consciencialização do programa transgeracional de “pilar de família” foi o suficiente para que reduzisse o stress associado ao sobrepeso. Quando o stress bioemocional inconsciente se reduz, adquire-se vitalidade, paz e prazer em viver. Agora consegue autorizar-se a ter momentos de prazer femininos, tais como uma ida a um spa ou umas compras num shopping, sem andar com um sentimento de culpa e preocupação constante com os outros.

 

O testemunho real:

 

“Sinto que deixei cair uma parte da carga que trazia, agora tenho mais espaço em mim e para mim.

 

Quando olho para a terapia vejo que abri um portal que não sou capaz de fechar. Tenho mais para dizer e fazer porque agora consigo pensar um pouco mais nas minhas prioridades. Sou capaz de ver o que é melhor para mim e de ponderar se é bom ou não… Tenho uma outra perspectiva (como se estivesse a ver o meu filme de outro ângulo,  de cima para baixo)… Foi importante para mim tomar consciência de que existo, que estou aqui, que sou importante, nem que seja só para mim!

 

Posso ajudar na mesma mas… agora existe um MAS…”

 

A.C.

 

Créditos da imagem: fao.org

1 comentário

  • Andreza

    02.02.2019 at 10:04 Responder

    Mas como faz uma pessoa que não tem todas essas informações sobre os antepassados como faz ?

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