Verdades do Corpo | Coluna vertebral e a relação com as emoções
Representa uma visão alternativa à saúde baseada na biodescodificação de uma sintomática física ou psicológica, numa intervenção terapêutica que dirige à cura profunda emocional. Serviços: Psicologia Clinica, Psicossomática Clinica e Humanista, Psicogenealogia, Sexualidade Masculina, Numerobiologia.
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Coluna vertebral e a relação com as emoções

A Psicossomática Clinica e Humanista / Biodescodificação vê o Corpo como o expoente máximo da comunicação Inconsciente. Através dele encontramos mensagens que se encontram ocultas a nós próprios, sendo essas fundamentais para a nossa VERDADEIRA sensação de bem-estar.

 

A coluna vertebral é repleta de todo o tipo de mensagens e, cada divisão anatómica, assinala um conflito emocional muito específico.

 

A coluna vertebral em si é o reflexo da forma como vivo os meus fundamentos / valores internos. Podemos olhar para a coluna vertebral como um pilar que nos mantém firmes. Os nossos fundamentos e valores (os nossos pilares) caso não sejam respeitados, entramos em conflito emocional e biológico, podendo afectar a coluna em determinados locais e com patologias específicas.

 

Assim, as patologias que afectam a coluna têm relação com: a minha vida, com o que penso, como o faço, como me relaciono e com a comunicação que tenho com os outros… São os FUNDAMENTOS BASE da nossa vida quotidiana.

 

 

A PALAVRA-CHAVE PARA TODO O SISTEMA OSTEOARTICULAR É DESVALORIZAÇÃO. NESTE CASO, EXISTE UMA DESVALORIZAÇÃO EM RELAÇÃO A VALORES CENTRAIS, ESTRUTURAIS, IMPORTANTES PARA MIM, NOS QUAIS NÃO ESTOU A CONSEGUIR RESPEITAR.

 

 

Ao nível da arquitectura anatómica, a coluna é a fundação de uma casa e a sua base, toda uma estrutura sólida que suporta tudo o resto, num eixo central onde tudo é sustentado e construído. É a referência na sensação de “movimento do fluir” do nosso dia-a-dia.

 

 

Na coluna encontramos cinco grande zonas simbolicamente distintas: CERVICAL, DORSAL, LOMBAR, SACRO e CÓCCIX. Em cada uma delas existem conflitos relacionados, mais precisamente em cada uma das 33 vértebras, variando em função da sua posição e dos órgãos nas quais se encontram relacionadas.

 

 

CERVICAIS

 

 

O pescoço é o prolongamento da cabeça e ajuda a aumentar o perímetro de recepção da informação que nos chega através dos 5 sentidos. Por outro lado, leva a informação da cabeça para a parte inferior do corpo. É um local de CONEXÃO entre cabeça-corpo, um lugar onde passam muitos condutos: os nervos, veias, artérias, traqueia, laringe, esófago, onde flui sangue, alimentos e informação. É a conexão entre o que ocorre na minha na cabeça e o com o meu corpo, ou entre o que ocorre no meu corpo e chega á cabeça. Assim, todas as patologias cervicais implicam um desacordo entre o que penso e o que faço. Há uma divergência entre os meus pensamentos e as minhas acções, levando a uma dor moral que se pode traduzir numa dor física na zona cervical. “Será que digo / faço o que eu penso?”

 

 

A palavra-chave das vértebras cervicais é a COMUNICAÇÂO. Nas cervicais também se encontram a nossa VOZ, isto é: o que dizemos, o que não dizemos, os segredos, a expressão do que somos em coerência com o que comunicamos, em conjugação com a cabeça, emoções e palavras. Por exemplo, um torcicolo é um sintoma que fala por si mesmo. Qual é a utilidade de um torcicolo? Impede o movimento lateral da cabeça, justamente afectando os músculos que nos permitem dizer “NÃO”. Momentos antes de um torcicolo, normalmente no dia anterior, relembrar qual foi o momento em que querias dizer “não” mas disseste “sim”. Vais encontrar uma resposta. Em torcicolos, por norma, podem encontrar-se pessoas que dizem “sim” quando querem dizer “não”, não existindo coerência entre o que pensam, sentem e falam /fazem.

 

 

DORSAIS

 

 

Em torno da parte central da coluna vertebral encontramos os órgãos básicos para a sobrevivência: coração, pulmões, fígado, estômago. Os conflitos emocionais que mais afectam esta zona e vértebras estão relacionados com pessoas que se sentem como sendo os PILARES DA FAMÍLIA, pessoas que são elementos centrais dentro do clã familiar, que se responsabilizam por carregar / solucionar os problemas de todos e de chegar a todo o lado. Com os “pilares da família” todo o mundo pode contar com eles e, ocupar esse lugar, implica transportar uma carga muito pesada. Sentem que trazem consigo o peso dos demais e necessitam de ser os mais fortes para suportar todos.

 

 

Para ilustrar este conceito de pilar de família, nada melhor que expor um caso de uma mulher que trabalha como enfermeira num hospital. Pela primeira vez na vida, entra em baixa médica porque desde há dois meses que não se consegue levantar. Os médicos diagnosticaram uma Espondilite Anquilosante, (patologia que leva à fusão das vértebras) sendo neste caso dorsais, provocando uma rigidez e impedindo movimentos livres. O que acontece é que ela trabalha para todo o mundo. Ela é o “Pilar” central de qualquer coisa, desde ao nível familiar, profissional e social, e nunca diz “não” quando alguém lhe pede algo, dizendo automaticamente “sim”, transportando consigo todos os temas “pesados” da família. A senhora cuidava dos seus irmãos quando estavam doentes, ajudava-os economicamente, judicialmente, nos quais se encarregava de ajudar quase todos eles. Com isso, consciencializou-se que precisa de uma coluna muito forte para suportar isso tudo. Podemo-nos perguntar: “porque esta mulher ocupa este papel na família?” Indo pela sua história pessoal, no momento do seu Projecto Sentido Gestacional descobriu-se que os seus pais queriam um rapaz em vez de uma menina e que ela teve que assumir inconscientemente, desde sempre, um papel masculino e forte, onde tinha que suportar tudo e todos, num misto de serviço com sacrifício (ver também o caso ELEFANTE DE CARGA).

 

 

Nesta zona também encontramos as costelas que conformam a caixa torácica, que por sua vez protegem os órgãos internos mais delicados. Quando há sintomas de dor ou fractura nas costelas trata-se de conflitos inoculados relacionados com as relações hierárquicas reais e simbólicas. Neste caso, as 4 primeiras costelas existe DESVALORIZAÇÂO em relação aos ASCENDENTES (pais, avós, tios, chefes, padrinhos…), as 4 médias com COLATERAIS (irmãos, namorados, colegas, amigos, primos…) e as 4 inferiores com os DESCENDENTES (filhos, sobrinhos, alunos…). As costelas são como se fossem uma árvore genealógica incorporada na zona dorsal e lateral do corpo.

 

 

LOMBARES

 

 

 

Esta parte baixa da coluna partilha um espaço com os órgãos sexuais, parte do sistema digestivo inferior, os rins e bexiga, e representa a base de apoio da nossa estrutura, o que nos mantém erguidos ou nos faz subjugar. De uma forma geral, as lombares estão relacionadas com o tema da “relação com o outro”, que é a frase-chave desta região vertebral.

 

 

A tónica emocional que compõe esta zona encontra-se sobretudo ligada com as RELAÇÕES e a SEXUALIDADE. Em muitas mulheres, encontram-se lombalgias frequentes por sentirem um sentimento de culpa de fazerem “algo” que não deviam, depois de terem relações sexuais com os seus companheiros ou maridos. Por vezes, nas suas relações vivem uma relação de submissão feminina (“o dever da mulher é agradar o homem”), causando um desrespeito com um valor central na sua vida, em relação a si mesma ou na forma como vive o seu casamento. No caso de homens, pode existir uma relação de subjugação às suas namoradas ou esposas, no sentido de ter que acatar exigências emocionais excessivas.

 

 

SACRO

 

 

 

Tal como o nome que define esta zona, “sacro”, encontra-se relacionada com valores SAGRADOS que regem a nossa vida e se encontram desrespeitados ou desvalorizados, sendo estes: religiosos, políticos, humanos, familiares, de relação, etc.

 

 

 

COCCIX

 

 

Esta é a zona afectada quando nos sentamos numa cadeira ou num lugar qualquer. Quando há conflitos com o cóccix, pode remeter a problemas de identidade ao nível estrutural, com o lugar onde ocupo na minha família, como se existisse a sensação de “não tenho lugar na minha família”, “que me sinto excluído / aparte da minha família”, levando a questões como “Onde me sento na mesa da minha família?”, O que sou para eles?”

 

 

Sempre que em Psicossomática CH nos referimos aos ossos e músculos, baseamos no terreno emocional dos conflitos de DESVALORIZAÇÂO com uma sensação de: sinto-me rebaixado(a), inferiorizado(a), desrespeitado(a), menosprezado(a), incompetente, incapaz de…, etc, onde existe um conflito entre os meus VALORES / FUNDAMENTOS e os RESUTADOS das minhas acções. Assim, em qualquer temática osteoarticular, a solução passa por VALORIZAR-ME A MIM MESMO, ATENDENDO AOS MEUS FUNDAMENTOS. É vital criar um sistema de valores nos quais me sinto bem, vivê-los em coerência com a minha vida, destacando-os em relação aos outros e no lugar do mundo onde ocupo.

 

 

Em todas as patologias da coluna, existe um biochoque que gera uma emoção que não se expressa e logo aparece o sintoma, neste caso sintomas osteoarticulares. Ao longo do tempo vai aumentando a tensão emocional, levando ao chamado “efeito jarro psicossomático”, que consiste em acumular pequenas coisas de pequena importância que se vão repetindo ao longo do tempo, sobrecarregando o tecido muscular, articulatório, com desgaste do mineral ósseo. Ao fim de algum tempo, aparece o sintoma vertebral através de situação na vida aparentemente insignificante (um conflito com alguém, uma mudança de trabalho, um projecto novo, etc…), sendo essa a gota que faz transbordar o jarro psicossomático. Na maioria das vezes, baseia-se num conflito de baixa intensidade que se repete durante muito tempo.

 

 

Fontes original: biodiana.com
Traduzido por: Marco Sousa
Texto adaptado para: Verdadesdocorpo.com
Informação bibliográfica:
Sellam, Dr.º Salomon, Los huesos – generalidades (vol. 7), Bérangel Editorial, 2011
Sellam, Dr.º Salomon, Los huesos – La espalda (vol. 8), Bérangel Editorial, 2011

4 comentários

  • Geisa

    14.03.2017 at 15:40 Responder

    Muito show o assunto. Mas meu problema são essas dores. Quando enfrentei uma crise de enxaqueca e rinite, o médico me indicou desse colchão kenko com infravermelho. Quem daqui já ouviu falar? Ouvi dizer que diminui até insonia.

    • Marco Sousa

      21.07.2017 at 09:05 Responder

      Olá Geisa! Creio que todas as soluções medidas médicas convencionais ou não convencionais são válidas. A visão apresentada pelo artigo ajuda a consciencializar que as dores na coluna podem advir de incoerências comportamentais e emocionais. um abraço

  • Rosely

    23.06.2018 at 01:59 Responder

    Texto maravilhoso. Explanação muito bem colocada, coerente. Levou-me a refletir e aumentar minha percepção sobre a mensagem que o meu corpo passa. Gratidão.

    • Marco Sousa

      24.07.2018 at 17:10 Responder

      O corpo é o maior guia e mestre. Obrigado Rosely.

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