Verdades do Corpo | Ansiedade e Pânico: A DERRADEIRA SOLUÇÃO.
Representa uma visão alternativa à saúde baseada na biodescodificação de uma sintomática física ou psicológica, numa intervenção terapêutica que dirige à cura profunda emocional. Serviços: Psicologia Clinica, Psicossomática Clinica e Humanista, Psicogenealogia, Sexualidade Masculina, Numerobiologia.
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Ansiedade e Pânico: A DERRADEIRA SOLUÇÃO.

O QUE SÃO ATAQUES DE ANSIEDADE E/OU DE PÂNICO?

 

Para detetar este transtorno mental basta identificar os sintomas normalmente associados. Recomendo a leitura.

 

Atualmente, cada vez mais indivíduos sofrem com este tipo de transtorno psicológico, sendo o que mais requer atenção por parte dos profissionais de saúde mental. Segundo dados estatísticos avançados pela Direção Geral da Saúde (DGS) relativamente ao estado atual da saúde mental em 2014, em Portugal, 13 em cada 100 pessoas sofrem de algum tipo de perturbação de ansiedade e de pânico, sendo um dos países mais afetados ao nível europeu. Numa sociedade acelerada onde somos escravos da produtividade e do consumo, estes sintomas são incómodos porque torna a pessoa “inoperante” e “incapaz” em manter com as suas obrigações laborais e sociais de uma forma relativamente equilibrada. A solução mais comum é combater estes sintomas, em vez de os procurar compreender, “ouvir” e integrar.

 

O ESTADO DE ANSIEDADE GENERALIZADA caracteriza-se por uma sensação ininterrupta e discreta de um medo sem causa aparente, como se o cérebro estivesse sempre em estado de alerta, mesmo em situações que não representam qualquer perigo real.

 

UM ATAQUE DE PÂNICO é o culminar emocional do estado de ansiedade, desencadeado por um estímulo ou acontecimento aparentemente aleatório, que desperta uma sensação intolerável de medo no corpo com estes possíveis sintomas: dificuldade respiratória, sensação de estrangulamento, opressão na zona do peito, taquicardia, sensação de náusea ou desconforto abdominal, tremores ou impotência muscular, levando em alguns casos a uma perda parcial ou total da consciência. O conflito real advém da luta contra estes sintomas, como se estivéssemos perante um bloqueio paralisante intransponível ou até mesmo sensação de morte. Ao lutarmos contra os sintomas, acabamos por intensificar os sinais, tal como um inseto que se enrola numa teia de aranha.

 

Os ataques de ansiedade e de pânico limitam as nossas escolhas e o prazer em viver, obrigando inevitavelmente a um investimento psicoterapêutico que requer um desocultar de mensagens vitais sobre a nossa existência, gravadas no inconsciente biológico e pessoal.

 

A chave para desprogramar os sintomas de ansiedade e pânico encontra-se num sintoma comum: O MEDO INCONSCIENTE.

 

 

PARA QUE SERVE O MEDO?

 

 

O medo é uma das emoções que fazem parte no nosso aparelho arcaico cerebral límbico responsável por respostas neurofisiológicas e hormonais vitais à nossa sobrevivência como espécie humana. O medo serve para nos alertar de um PERIGO, ativando o sistema nervoso simpático para acionar uma maior resposta elétrica cerebral, hormonal e de neurotransmissores (catecolaminas, norepinefrina, cortisol…), oferecendo ao corpo uma resposta fisiológica e muscular eficaz, isto é, FUGIR ou ATACAR. O inconsciente biológico (fonte dos automatismos psicológicos e comportamentais) existe para nos proteger de fontes de perigo, sobretudo:

 

PERIGO REAL: ataque ou potencial ameaça à nossa integridade física reais, um ataque de um cão, uma agressão física, a iminência de um atropelamento, afogamento, acidente, queda, etc.

 

PERIGO EMOCIONAL / SIMBÓLICO: ameaças à nossa integridade psicológica e moral, como sofrer uma humilhação por parte de um pai, sentir desonra da família, um abandono parental, um abuso sexual, uma rejeição incompreensível, desprezo de um colega, traição de uma esposa ou outro qualquer dano moral com custos emocionais.

 

O nosso cérebro arcaico está equipado com um sistema inteligente de alerta perante estes possíveis DANOS FISICOS E/OU EMOCIONAIS. O medo serve para nos PROTEGER, fazendo evitar situações que possam despertar estes dois tipos de perigos. O homo sapiens evoluiu tecnologicamente, contudo o cérebro animal contínua operante e bem ativo. Os perigos reais são menos presentes, mas o perigo emocional encontra-se por todo o lado, como num local de trabalho exigente ou numa família emocionalmente tóxica.

 

O ESTADO DE ANSIEDADE revela os danos emocionais vividos ao longo da nossa vida.

 

A mensagem de um estado de ansiedade generalizada remete à experiência em ser acolhido/a com segurança, proteção, honra, respeito e aceitação no meio familiar. Os medos inconscientes advêm de danos emocionais vividos na infância, mesmo quando conscientemente não se encontra razões para o dano. O estado pré-natal e pós-natal, até ao 6º ano de idade, é um período onde a cria humana dependente totalmente dos pais. Se existe estado de ansiedade, existem histórias com danos emocionais que necessitam ser respeitadas.

 

 

PARA QUE SERVE O ESTADO GENERALIZADO DE ANSIEDADE?

 

 

Este sintoma psicológico revela informação essencial sobre a forma como a nossa infância foi vivida. Nos momentos de perigo emocional, a informação infantil inconsciente ativa-se, arrastando consigo todos os sinais de proteção. Uma das situações mais comuns é a ansiedade de avaliação. “O que acontece quando me encontro numa avaliação como por exemplo uma prova ou exame?” Perante o estímulo (prova de avaliação), o cérebro inconsciente ativa imediatamente os seus sinais de perigo. “Qual o dano que posso sofrer de falhar ou errar?” “Castigo? Desvalorização? Humilhação? Desrespeito? “Perante uma prova de avaliação de onde vem o meu dano?”

 

IDENTIFICAR, RECONHECER E ISOLAR O MEDO DE UMA FORMA PRECISA E CIRÚRGICA!

 

A melhor forma de encontrar o inimigo que se esconde atrás da ansiedade é identificar as situações que causam mais stress e compreender qual o medo associado, isolando-o de uma forma precisa e cirúrgica. Após a sua identificação, um investimento psicoterapêutico facilita o processo, no sentido de encontrar a sua proveniência temporal e familiar. Por exemplo, tenho medo de chegar atrasado. O que acontece se chegar atrasado? Sinto medo de perder algo. De onde vem esse medo de perder algo? Encontrar o medo não irá desativa-lo por completo. Para que tal aconteça, requer seguir o rasto emocional do medo até chegar à causa do sintoma, chamado psicochoque (Hamer, 1994).

 

 

COMO SE DESENCADEIA UM ATAQUE DE PÂNICO?

 

 

Na visão moderna da Psicossomática Clinica e Humanista (Sellam, 2009) existe um fenómeno chamado de jarra psicossomática. A sensação constante de medo vai acumulando pequenas doses emocionais no cérebro e no sistema nervoso central, basta uma pequena discussão, uma palavra inofensiva, um gesto simples ou olhar reprovador, para transbordar o jarro emocional. Nesse preciso momento, o corpo dispara sinais de alarme necessários, que podem inclusive levar à perda da consciência, como derradeira solução para parar com o desgaste psicoemocional constante.

 

Para assumir rédeas do da ansiedade e pânico, necessitamos de ir ao encontro as nossas necessidades inconscientes emocionais.

 

 

COMO SOLUCIONAR ESTES SINTOMAS PSICOLÓGICOS?

 

 

Quando surgem os sintomas de ansiedade elevada ou pânico, é necessário perguntar a si mesmo/a:

 

QUANDO SENTI O PÂNICO PELA PRIMEIRA VEZ? ONDE E COM QUEM?

 

Todos os ataques de pânico têm um estimulo desencadeante. O cérebro ativou a resposta de stress através de uma situação, local ou pessoa em específico. “Qual o momento que ativou o medo?” Para encontrar a resposta é necessário uma dose de honestidade e análise, pois por vezes pode ser ativado por pessoas que nunca imaginaríamos que pudessem ser a causa, sobretudo quando nutrimos um laço de amor ou de amizade.

 

COMO RECONHECER O MEDO?

 

Com o auxílio fundamental da PSICOLOGIA MODERNA E INTEGRATIVA é possível “descer” à memória emocional do inconsciente e trazer à superfície a emoção reprimida não integrada, especialmente até aos 6 anos de idade. O conflito programante poderá advir de vários possíveis fatores onde prevalecem uma sensação de perigo na família desde alcoolismo, conflitos conjugais, problemas financeiros, violência doméstica, conflitos entre familiares, traição, abandono, morte de familiares, rivalidade entre irmãos, etc.

 

A infância é o período crítico onde a cria humana depende totalmente dos seus cuidadores e da forma como se sentem.

 

COMO SUPERAR O MEDO CONSTANTE?

 

O medo é a nossa Criança Interior a comunicar através das respostas psicossomáticas. Muitas pessoas relatam que perante o medo inconsciente, têm a sensação que se comportam como crianças indefesas e fracas. Essa auto-imagem automática é uma informação simbólica mental inconsciente a assinalar a presença de memórias infantis não integradas e incompreendidas. Quando a Criança Interior aparece, o superego (proteção psíquica que regula moralmente as nossas ações) impede a expressão dessa informação inconsciente por medo do julgamento e crítica dos outros (Daillie, 2016). O superego funciona como um agente de controlo que seleciona o que é permitido ou não expressar, filtrando segundo as crenças morais conscientes e inconscientes. A vergonha e a timidez nada mais é do que a presença de um superego controlador, castrando a expressividade e espontaneidade natural e instintiva pessoal, social e sexual (“não faças ou fales que vais ser sofrer um castigo”).

 

O MEDO INCONSCIENTE ESCONDE SEMPRE UM VALOR!

 

O medo é útil para encontrar qualidades do nosso “Eu” que foram obrigados a serem anuladas e escondidas. O Medo é o guia que resgata o potencial oculto não manifestado na nossa vida. Por exemplo, caso uma menina recém-nascida sinta que o seu sexo não é bem-vindo na família, como mulher terá medo em mostrar a sensualidade e prazer para evitar rejeição ou desprezo. Um menino que tenha tido um pai agressivo, como adulto terá medo em demonstrar a sua “garra” em momentos que necessita de proteger e afirmar a sua conduta. Um menino que foi bengala emocional da sua mãe perante um drama de abandono do pai, como futuro homem terá medo em assumir a sua independência amorosa. Uma menina que tem uma irmã mais velha e sofreu uma constante comparação negativa, poderá ter medo em mostrar o seu valor devido ao risco de sentir diminuída.

 

O MEDO ASSOCIADO À ANSIEDADE / PÂNICO TEM UMA ORIGEM EMOCIONAL E OFERECE-NOS INFORMAÇÃO VITAL BENÉFICA PARA O NOSSO CRESCIMENTO COMO INDIVÍDUO.

 

Por detrás de um medo existe sempre um potencial humano reprimido. O medo diz “Ser quem és é perigoso, logo não o sejas. Protege-te!”. O estado de ansiedade generalizada permite reencontrar e reintegrar as qualidades masculinas e femininas essenciais à nossa sobrevivência. Por exemplo, por detrás de um medo do palco poderá existir uma qualidade artística reprimida; um medo de conduzir na autoestrada poderá trazer uma coragem e ambição nunca antes sentida; um medo do escuro poderá trazer uma capacidade empática e sensível em lidar com questões da morte… Cabe a cada ser humano descobrir o seu próprio VALOR.

 

COMO POSSO USAR OS SINTOMAS EM MEU PRÓPRIO BENEFÍCIO?

 

Para responder a esta questão, nada melhor que uma orientação psicoterapêutica focada no reequilíbrio emocional inconsciente. A PSICOLOGIA MODERNA INTEGRATIVA facilita em grande medida o reconhecimento real da origem emocional do medo. Com isto não significa ausentar de todos o tipo de soluções médicas ou terapêuticas, mas permite ajudar a encontrar os conflitos emocionais que foram programados no cérebro animal inconsciente, desativando a sua atuação de uma forma eficaz e direta.

 

COMO SE PROCEDE O TRABALHO PSICOTERAPÊUTICO?

 

A mente cria e desativa o medo. Ao aceder ao seu potencial oculto inconsciente, descobrimos as soluções se encontravam sempre presentes no nosso Universo interior. O estado de ansiedade generalizada e ataque de pânico é uma solução dolorosa que o inconsciente nos brinda de modo a resgatar toda a nossa natureza pura, idiossincrática e única.

 

O medo nunca se perde, transforma-se sempre em algo muito grandioso.

 

MARCO SOUSA, PSICOLOGIA MODERNA INTEGRATIVA

 

Mais informações acerca de consultas.

 

FONTES DE INFORMAÇÃO:
american psychiatric association, 2013, DSM-5 Manual Diagnósico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5º edição, Artmed, 2013
Daillie, L. (2016) La Bio-lógica del superego (vol. 2), Berangel
Grof, S. (2007) A Psicologia do futuro, Via Ótima
sellam, S. (2009) Principios de Psicosomática Clínica (Vol. 1), Berangel

 

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