Verdades do Corpo | Porque me sinto tão desvalorizado/a?
Representa uma visão alternativa à saúde baseada na biodescodificação de uma sintomática física ou psicológica, numa intervenção terapêutica que dirige à cura profunda emocional. Serviços: Psicologia Clinica, Psicossomática Clinica e Humanista, Psicogenealogia, Sexualidade Masculina, Numerobiologia.
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Porque me sinto tão desvalorizado/a?

“Mesmo apesar do que me dizem, não me sinto com valor.”;

 

“Tenho tudo na minha vida. Como posso sentir-me assim tão mal comigo?”;

 

“Por mais que queira algo, sinto sempre que não consigo e que não tenho valor”;

 

“Não tenho motivos para pensar assim mas, na realidade eu não me sinto uma pessoa com valor…”;

 

“Eu sei, no mais íntimo de mim que tenho um potencial para oferecer mas, ao mesmo tempo acredito que não tenho valor.”;

 

 

 

O QUE SÃO OS CONFLITOS DE DESVALORIZAÇÃO?

 

 

Os conflitos de desvalorização talvez sejam os conflitos emocionais inconscientes mais comuns nos dias de hoje. A estrutura social competitiva em torno do resultado, competência e desempenho, têm origem num dogma darwiniano onde “o mais forte prevalece”. Neste tipo de esquema mental paradigmático marcado no inconsciente coletivo, cria-se uma forma de pensar que nos afasta no nosso verdadeiro e autêntico valor, referenciando os nossos dons e competências em comparação a algo ou alguém.

 

O VALOR acaba por se tornar numa medida que depende da COMPARAÇÃO COM…, quer no sentido positivo, quer no sentido negativo. Essa mesma comparação pode ser em relação ao modo de pensar, às formas do corpo, à beleza, expressão sexual, correntes filosóficas, estilos de vida, etnia, etc, tudo o que faz parte da tua Identidade e do teu EU. Neste esquema mental comparativo, existe a ideia inconsciente: – “o meu valor depende da comparação com algo externo a mim”.

 

Não é árduo imaginar as consequências que tal dissociação te pode colocar, oferecendo combustível para a competição desonesta e conflito, onde “o VALOR de alguém terá que prevalecer sobre a outra”. Este esquema mental dominante é incutido logo no primeiro dia de escola, onde o Joãozinho obtém uma bola vermelha por mau comportamento e a Joaninha um bola verde: Quem é o melhor comportado? Se há um melhor, quem será o pior? A Joaninha ganha um sorriso e o Joãozinho um castigo.

 

Porém, noutra perspetiva mais inclusiva, o Joãozinho também podia ser valorizado por ter uma personalidade “forte” em manifestar abertamente o desagrado perante regras de comportamento pouco pedagógicas. Assim sendo, a Joaninha passaria a ter uma personalidade “fraca” por não assumir o seu desagrado pelas regras mal definidas. E quando um enfermeiro competente ganha um valor irracionalmente inferior comparativamente a um ponto de lança só sabe enfiar bolas dentro das redes. Quem definiu esses critérios de valor?

 

 

O VALOR É UM CRITÉRIO PURAMENTE SUBJETIVO!

 

Tu podes definir o Valor em função dos teus próprios critérios.

 

 

COMO ACONTECE A DESVALORIZAÇÃO?

 

 

Os conflitos de desvalorização são conflitos emocionais inconscientes que se ativam quando “o valor pessoal” se encontra ameaçado. Por vezes, através de uma promoção de colega de trabalho; por outras quando alguém que consegue seduzir a nossa cara-metade ou quando um irmão sai beneficiado na distribuição de uma herança familiar qualquer.

 

Quando o valor entra em risco, automaticamente, o cérebro emite sinais de stress a assinalar um perigo de desvalorização. Caso não exista solução para o conflito, o stress vai-se mantendo ao nível inconsciente, cristalizando a energia emocional num conflito de desvalorização.

 

Neste esquema mental dual (melhor versus pior), todos desejam ser vencedores, e isso faz todo o sentido. Quando o nosso inconsciente biológico se sente valorizado por algum avaliador externo, entra num estado de paz e prazer, visto que não sofre a possibilidade em ser rejeitado ou excluído do grupo. Quando nos sentimos melhor em relação a algo, vamos encontrar um valor que nos garante uma melhor integração ao grupo social ou familiar. Nesse caso, o instinto biológico tem garantido a sua proteção e sobrevivência. Quando acontece o contrário, cria-se um desconforto que leva a procurar soluções para gerir o mal-estar, desde agressividade, isolamento e/ou manipulação. O “pior” ou “menos” capaz encontram-se no fundo da cadeia alimentar, prontos para serem lançados aos cães famintos, numa dualidade matar ou morrer.

 

Desde cedo, o homem foi programado inconscientemente a encontrar valor por comparação no interior do seu clã entre irmãos, primos, parceiros, colegas e outras referências próximas a si, avaliando a sua competência, rapidez, força, inteligência, beleza, destreza e desempenho. Todo o condicionamento começa no contexto próximo familiar. A sociedade faz o resto do trabalho.

 

 

Por exemplo:

 

Se esse mesmo colega for mais competente que eu, logo poderei correr o risco de sofrer uma despromoção e a minha família pensar que sou um fracasso;

Se o meu marido achar tal fulana mais atraente que, significa que estou a ficar feia e velha;

Se eu fui o mais prejudicado na distribuição das heranças, significa que o meu pai amava mais o meu irmão e que eu nunca fui um filho com valor;

 

 

Basta imaginar um conjunto de episódios de desvalorização ao longo de uma história de uma vida, a começar por ser uma criança não desejada, comparada com o irmão mais velho longo da sua infância; ser o menos inteligente da turma; a mais feia do grupo; baseado em comparações atrás de comparações, entre irmãos, primos, colegas, meninas ou meninos da mesma faixa etária, no mesmo palco contextual, onde toda a dinâmica ocorre.

 

Quando o cérebro entra neste tipo de esquema comparativo, automaticamente encontra desvalorização. O acumular dos dramas irá mover consequentemente uma energia psico-emocional reprimida, que se converte em sintomas de vários tipos.

 

 

QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DOS CONFLITOS DE DESVALORIZAÇÃO?

 

 

Quando a carga emocional reprimida atinge uma certa intensidade, os conflitos de desvalorização manifestam-se em duas formas:

 

1 – Desvalorização passiva: a pessoa assume-se como alguém de desvalor, posicionando-se inconscientemente como “o inferior” na família, trabalho ou relacionamento. A pessoa é fiel aos seus conflitos de desvalorização, percecionando-se como alguém “menos” ou “nula. Quando inconscientemente se assume este lugar, pode desenvolver-se sintomas de depressão, fadiga crónica, desmotivação, inibição da libido sexual, hipersonolência, desconcentração, hipotensão, ataques de pânico, perturbação de ansiedade, anemia, e outras conversões psicossomáticas. Em casos extremos pode levar à pobreza, à escravidão familiar ou profissional, permitindo o abuso de qualquer tipo. No mundo animal equivale ser a presa.

 

2 – Desvalorização ativa: a pessoa assume-se como alguém com muito valor, posicionando-se inconscientemente como “o superior” na família, trabalho ou relacionamento. A pessoa reage num sentido oposto à desvalorização, percecionando-se como alguém “mais” ou “melhor”. Há uma tendência a exibir os seus valores como dinheiro, inteligência, beleza, virilidade, etc., com forte necessidade de aprovação. Quando inconscientemente se assume este lugar, pode-se desenvolver lesões osteoarticulares e musculares constantes, síndrome de hiperatividade, agitação psíquica, hipertensão, AVC, hiperglicemia, rigidez mental, cefaleias, etc. Em casos extremos pode levar à megalomania ou psicopatia. No mundo animal equivale ao predador.

 

Ambas as soluções emocionais podem o ocorrer na mesma pessoa, alternando entre PASSIVA E ATIVA, dependendo do ciclo de vida.

 

Desde muito cedo, a nossa sociedade foi gerida por este esquema de comparação, fruto de um protencéfalo cuja função é manter-nos vivos. Segundo os conhecimentos atuais da NOVA MEDICINA GERMÂNICA, os conflitos de desvalorização são geridos neurologicamente pela substância branca (massa neuronal responsável pela comunicação inter-hemisférica). Quando se ativa emocionalmente este tipo de conflitos de desvalorização (“não me sentir apto”, “não competente”, “não integrado no grupo”, ”não capaz”), o cérebro guarda essa qualidade de informação nessa mesma zona, saturando o sistema nervoso central com uma gestão eletroquímica extra. No contexto laboral, numa família ou até mesmo num grupo de amigos, onde prevalece esta lógica de pensamento comparativo, o seu acumular temporal irá trazer consequências físicas, energéticas, psicológicas, emocionais evidentes, a curto ou longo prazo.

 

 

QUAL É A SOLUÇÃO?

 

 

1 – PEDIR AJUDA!

 

O primeiro passo é sempre o mais duro para quem apresenta estes sintomas, porque existe a crença de “quem pede ajuda são os fracos”, validando a sua desvalorização como algo desonroso e vergonhoso. Quando alguém sofre conflitos de desvalorização e não expressa a sua dor, vai acumulando no inconsciente uma carga de raiva e frustração. A verdadeira coragem reside na capacidade em olhar e aceitar as nossas debilidades, não em esconder ou disfarçar. Este passo é essencial para a mudança.

 

2 – CONSCIENCIALIZAÇÃO DAS CAUSAS EMOCIONAIS DOS CONFLITOS DE DESVALORIZAÇÃO:

 

Neste ponto pode entrar o trabalho terapêutico. A infância e a adolescência são os principais terrenos psíquicos relacionados com estes conflitos. Quem já não assistiu à cena caricata familiar de “és burro como o teu pai” ou “és mentirosa como a tua tia” ou “olha como o teu irmão é bem comportado”?! É importante tomar consciência que a desvalorização existe porque no nosso interior psíquico consciente e inconsciente, há uma carga de frustração reprimida que nos mantém submissos aos conflitos emocionais. Quando maior o drama e a sua não-aceitação, maior a dose de frustração acumulada, como por exemplo: ser uma criança não desejada, ter um sexo não desejado, sofrer uma rivalidade entre irmãos, castração verbal e emocional por parte de figuras externas, abuso de poder, autoritarismo, humilhação, castigo, manipulação, etc. O Inconsciente guarda de uma forma precisa toda a informação dolorosa dos conflitos centrais, existindo a extrema necessidade de expressar a sua carga latente. Quando maior o choque e a repressão, maior é o tema da desvalorização. Para este passo, o processo terapêutico facilita a consciencialização para a transformação, dando ferramentas poderosas e úteis na modificação de crenças limitantes em torno da desvalorização como “eu não tenho valor”; “eu não presto como homem / mulher”, “sou feia”; “sou incompetente…”,eu sou uma vergonha…”, etc.

 

3 – EXPRESSAR AS NOSSAS FRAGILIDADES E FRAQUEZAS, NUM CLIMA AUSENTE DE JULGAMENTOS E COMPARAÇÕES.

 

A força do amor é a mesma medida da força do valor. O “saber ouvir” empaticamente é o medicamento psicológico para a desvalorização. Ao reconhecer as fragilidades e fraquezas, posicionas-te no caminho da autoaceitação e respeito por ti próprio/a. Ao partilhares as tuas frustrações, fracassos, insucessos, com alguém que sintas que te possa ajudar, permite libertar os teus julgamentos pesados que construíste em torno do teu falso valor.

 

4 – PASSAR DO MODO “REFERÊNCIA EXTERNA” AO MODO “REFERÊNCIA INTERNA”.

 

No momento que começas a libertar os conflitos emocionais de desvalorização, a tua vitalidade, capacidade criativa e autorrespeito crescerão de dia para dia. O principal sintoma da resolução é um sentido de humor genuíno. O que expressas será a tua única referência, não dependendo dos outros para encontrares o teu próprio valor. A verdadeira maturidade emocional é atingida quando estás em paz com as tuas debilidades e fraquezas, sabendo que, sem elas não poderias ser outra pessoa. Ao dares um sentido útil aos teus insucessos e fracassos, libertas a carga de frustração que criaste, consciente e inconscientemente, abrindo espaço para uma versão autêntica e única do teu EU.

 

O que fazes ou não fazes passa a ser respeito somente a ti, e nesse ato de amar a ti próprio encontras realmente o teu valor, passando também a amar autenticamente os outros.

 

A vida começa a sorrir.

 

REFERÊNCIAS:
http://www.newmedicine.ca/
SELLAM, S. LOS HUESOS, GENERALIDADES. VOLUME 7, EDITIONS BERANGEL, 2011

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