Verdades do Corpo | PORQUE É QUE O MEU CORPO NÃO ME DEIXA PERDER PESO? CONFLITOS EMOCIONAIS INCONSCIENTES DO EXCESSO DE PESO E OBESIDADE.
Representa uma visão alternativa à saúde baseada na biodescodificação de uma sintomática física ou psicológica, numa intervenção terapêutica que dirige à cura profunda emocional. Serviços: Psicologia Clinica, Psicossomática Clinica e Humanista, Psicogenealogia, Sexualidade Masculina, Numerobiologia.
Psicologia, Psicossomática, somática, placebo, biodescodificação, relacionamento, Clinica, Humanista, numerologia, Saúde, Mente, Psicogenealogia, genealogia, família, sexualidade, masculino, homem, gravidez, corporal, inconsciente, emoção, cérebro, gestação, antepassados, infância, equilíbrio, acupunctura, auriculoterapia, biologia, repressão, doença
21477
post-template-default,single,single-post,postid-21477,single-format-standard,cookies-not-set,ajax_fade,page_not_loaded,,content_with_no_min_height,select-child-theme-ver-2.8,select-theme-ver-3.9,wpb-js-composer js-comp-ver-5.4.5,vc_responsive

PORQUE É QUE O MEU CORPO NÃO ME DEIXA PERDER PESO? CONFLITOS EMOCIONAIS INCONSCIENTES DO EXCESSO DE PESO E OBESIDADE.

O excesso de peso é um tema psicossociologicamente sensível porque é alimentando por um mercado que vive à custa de ser-humanos que estão em guerra contra o seu próprio corpo. O julgamento constante contra os “gordinhos”, os que são “esteticamente desajustáveis” ou os “inaptos” em controlar os seus impulsos alimentícios é baseado numa ignorância cientifica e humana.

 

Quem deseja emagrecer, procura todo o tipo de soluções que abundam por todo o lado, desde planos alimentares específicos e milagrosos, advogando que é mais “cientifico” que o outro, truques de aritmética auto-motivacionais baseados em manuais de auto-ajuda altamente nefastos, ou, inclusive o uso de químicos com efeitos secundários perigosos que manipulam as funções naturais metabólicas, excretoras ou hormonais associados ao excesso de peso. Todos estes métodos são válidos atendendo à forte necessidade em emagrecer a todo o custo, de uma forma rápida e cómoda, inconsciente das verdadeiras causas emocionais que levam o corpo a somatizar através de excesso de peso ou de uma pulsão alimentar.

 

No combate contra o “peso não desejável”, o mercado oferece um sem fim de soluções, movido por carências emocionais, um desejo genuíno em querer estar em paz com o corpo e sentirem-se valorizados pela sua imagem. Essa busca é reforçada por uma insatisfação constante (por vezes obsessiva), como se a perda da gravidade física fosse a solução para a leveza emocional.

 

A pessoa que deseja emagrecer move-se nesse sentido, ouvindo conselhos e experimentando o que acha mais inteligível para a perda de peso, ouvindo os profissionais mais “famosos” ou as estrelas do mundo da televisão com um abdominal perfeito.

 

 

CONTUDO, EXISTEM CASOS QUE SIMPLESMENTE NADA PARECE FUNCIONAR.

 

 

Quando alguém experimenta tudo e não encontra resultados, despendendo um sem fim de recursos financeiros e temporais, uma frustração legítima acaba por se apoderar da vontade, levando a uma sensação de impotência a que muitos chamam de preguiça “já me canso em imaginar que tenho que me cansar…”. A sensação de impotência transforma-se numa companhia habitual, levando a cair num ciclo vicioso de retro-alimentação negativa. Nesses casos, o sobrepeso começa a transformar-se num problema “sério” e num alvo a ser seriamente abatido, numa hipotética luta contra a necessidade do corpo em ser teimoso em querer manter uns quilos a mais.

 

 

Não faz parte do artigo discutir as consequências do sobrepeso para a saúde, pois esse mote tem sido a bandeira usada por todo o mercado do emagrecimento. Em consulta, encontra-se pessoas que desesperadamente tentaram de tudo e por fim procuram uma solução “fora da caixa” para este sintoma físico.

 

 

O objetivo pretendido com esta informação é expandir Consciência e dar pistas de causas emocionais inconscientes associadas aos sintomas de sobrepeso e obesidade, bem como compreender os mecanismos psíquicos de proteção que impedem o emagrecimento. Esta visão está a ser amplamente estudada por correntes mais humanistas e integrativas, sendo uma informação fora da corrente mainstream.

 

MAS PORQUE O FATOR EMOCIONAL INCONSCIENTE ASSOCIADO AO EXCESSO DE PESO NÃO É DEVIDAMENTE VALORIZADO PELOS MEIOS ACADÉMICOS E MÉDICOS CONVENCIONAIS?

 

1º – O mercado necessita de alimentar e oferecer soluções externas à pessoa, “diabolizando” a doença, de modo a manter a sua dinâmica financeira.

2º – O financiamento em torno da investigação, nesta área da saúde, é dirigida na busca de soluções farmacológicas e terapêuticas médicas, focando a atenção na anulação de sintomas normalmente associados ao sobrepeso (por exemplo diabetes, colesterol, desregulação hormonal, etc.);

 

 

Mediante a incapacidade da ciência médica dar soluções diferentes ao excesso, é legítimo colocar as seguintes questões:

 

Porque o corpo sabota inconscientemente as tentativas em libertar o peso que se considera não desejável?

 

Será que o corpo não está a agir como um fiel escudeiro que protege algo vital para a tua sobrevivência?

 

Para quê que o corpo necessita manter reservas extra de gordura e água?

 

Nada na natureza é fruto do acaso, existem razões que desconhecemos e que são necessárias depurar.

 

 

O EXCESSO DE PESO E O CONFLITO DE ABANDONO:

 

 

Para elucidar sobre a visão fascinante da Psicossomática Moderna, imagina um pinguim na Antártida que decide aventurar-se no desconhecido, perdendo-se temporariamente da proteção e cuidado dos seus progenitores. Ao arriscar-se no imenso nevoeiro do deserto gélido, acaba por ficar sem direções, sozinho e abandonado. Sem recursos alimentícios nem competências para caçar alimento, ele vê-se numa situação nada favorável para a sua sobrevivência, com sérios riscos em morrer à fome ou ser devorado por um predador qualquer. O que mantém vivo o pinguim abandonado num lugar perigoso? Para sobreviver à fome e ao frio, o corpo equipou-o com uma dispensa molecular calórica para fugir ao predador e de um manto térmico natural que lhe permite sobreviver até ser encontrado pelos seus cuidadores. Neste caso, a gordura extra garante-lhe uma possibilidade em regressar aos cuidados e proteção da família e chegar até à sua fase adulta.

 

 

COMO SE MANIFESTA?

 

Uma pessoa com excesso de peso, por norma, é uma pessoa que vive emocionalmente o abandono (mesmo não existindo razões lógicas para o mesmo) por parte de alguém que lhe é simbolicamente responsável pelos seus cuidados e proteção. “Eu tenho toda a gente mas sinto como se ninguém pudesse cuidar de mim…””eu sinto esse abandono desde que fiquei sozinho/a…”. O início do sobrepeso é ativado através de uma situação emocionalmente dramática de abandono, por exemplo: abandono real ou emocional pelos pais na infância; o primeiro dia de separação dos cuidados dos progenitores; perda de alguém simbolicamente significativa como morte de um familiar, a perda de amigo/a ou uma separação amorosa; abuso sexual inconfessável; episódios onde há uma tónica emocional de impotência num contexto de abandono = “ninguém estava ali para mim, estava completamente entregue a mim mesmo/a…”.

 

Caso alguém não se permita transformar o “peso emocional reprimido” latente no inconsciente biológico, as emoções associadas ao abandono acabam por ser desvalorizadas, menosprezadas ou silenciadas. A repressão da emoção associada como tristeza, desprezo, medo, asco ou revolta, ativam no seu inconsciente biológico uma resposta de proteção de “como se…” tivesse perdido a referência psicológica mais importante para a sua estabilidade. O corpo, sentido que não tem mais a referência, vive um abandono num deserto emocionalmente árido, necessitando de manter as reservas emocionais e físicas essenciais à sua sobrevivência. O sobrepeso começa a instalar-se através de uma necessidade constante na procura de alimentos calóricos ou em manter-se “parado/a” para não queimar reservas calóricas.

 

Eu comecei a ganhar peso a partir do momento que perdi o meu pai, pois ele era a minha maior referência”; ”quando me separei do meu ex-marido comecei a engordar. Apesar de saber que a relação não era boa para mim, eu dependia dele. Agora, sozinha, não sei o que fazer e sinto-me impotente…”.

 

 

CONFLITO DE AMEAÇA E PERIGO EMINENTE FRONTAL:

 

 

O conflito de abandono pode estar acompanhado com uma sensação de perigo e ameaça constante, sobretudo quando não existe uma proteção ou cuidado devido, como por exemplo: uma relação conjugal onde há um negligência ausência física ou emocional; violência doméstica; um encarregado ou um chefe mal-intencionado ou ameaçador; um familiar agressivo ou outra pessoa com um vinculo emocionalmente significativo que represente ameaça e perigo. Nesse contexto de perigo e ameaça, o medo inconsciente obriga a manter reservas extra de energia através da massa gorda, com a função em oferecer “força” e “presença” para lutar contra alguém que ameaça a sua integridade física e emocional. O aumento da massa corporal funcionará como uma estratégia de sobrevivência programada geneticamente no cérebro animal, sendo o tamanho ou volume uma solução biológica para impor uma presença perante predadores de maior porte, de forma a defender o seu território. Muitos animais usam esta estratégia territorial para defender-se contra os predadores, onde Sobrepeso = força muscular e presença física. Estas situações acontecem frequentemente com mulheres que vivem o abandono emocional no casamento ou sentem que os seus maridos não estão para colaborar perante os deveres e responsabilidades familiares. Por norma, tendem a ganhar peso para manter energia suficiente de modo a cumprir as suas funções extras.

 

 

PILAR DE FAMÍLIA:

 

 

Para elucidar sobre este programa inconsciente que está associado ao sobrepeso, apresento o caso real de uma senhora que já tentou de tudo para combater contra o seu peso.

 

“A Senhora que carrega tudo”

 

Uma consultante de 39 anos apareceu em consulta devido ao seu excesso de peso. Confessa que é um problema para si mas, apesar das suas “pseudo-tentativas” de emagrecer, acaba por sabotar inconscientemente os resultados. “Eu já tentei de tudo… Quando começo com algo, chego a um ponto em que desisto e nunca consigo levar a dieta avante. As minhas amigas dizem que não emagreço porque não quero, que sou uma preguiçosa. Embora não goste de ouvir isso, na realidade sou obrigada a dar-lhes alguma razão.” Quando alguém se encontra “bloqueado” no Inconsciente perante o sobrepeso, normalmente é julgada socialmente como sendo “preguiçosa” ou “desleixada”.

 

Olhando com lentes focadas para pormenores na sua vida, esta “preguiçosa” tem como hábito ser o suporte para muita gente, desde o vizinho do lado até ao querido pai (que mais parece seu filho):“Desde sempre procurei estar para os outros, desde sempre fui assim… Mas quando sou eu a precisar de ajuda, procuro desenrascar-me sempre sozinha.”, diz ela, com um suave sorriso de troça no seu olhar.

 

Ao investigar a sua história contemporânea, encontramos uma menina que foi sempre obrigada a ter um papel de suporte material e emocional para a família. Desde os seus 4 anos, depois do falecimento da tia paterna, irmã gémea do pai, que ela foi obrigada a assumir indirectamente o papel paterno. O pai tornou-se num homem emocionalmente ausente naquela casa: “Desde sempre que guardo do meu pai um rosto de tristeza e pesar…” A consultante foi, desde tenra idade, condicionada inconscientemente a segurar a casa, hábito que se mantém até aos dias de hoje, alargando o seu papel de “elefante-de-carga” ao círculo de amigos e conhecidos. Ao aprofundar a origem do programa na análise da árvore genealógica, descobre que uma afinidade inconsciente com a sua avó paterna.

 

– Qual foi o maior drama da vida da sua avó?

 

Tinha 8 filhos e um marido alcoólico. O meu pai era o mais novo. Toda a gente na freguesia admirava a minha avó por ser uma pessoa tão forte e determinada, capaz de suportar a casa sozinha. Cuidou dos filhos praticamente sozinha desde o início do seu casamento. Passou a vida inteiramente dedicada a proteger os seus filhos, pois o marido batia-lhes frequentemente. O meu pai era muito frágil, se não fosse ela eu acho que ele estaria completamente perdido…

 

Para o inconsciente familiar, ela representa simbolicamente a sua avó. Tal como ela, suporta tudo e todos lá em casa. É uma mensagem inconsciente de “PILAR DE FAMÍLA”. Para o seu inconsciente biológico, EXCESSO DE PESO = PROTEÇÃO E SUPORTE ; PERDA DE PESO = ABANDONO E MISÉRIA NA FAMÍLIA. Estes laços de “fidelidade familiar invisível” ocupam um lugar destacado no inconsciente arcaico humano.

 

Nesse momento, a consciencialização toma posse da mente da pessoa. Um choro compulsivo solta-se do fundo do seu ser. Esta corrente de lágrimas é impossível de ser controlada, visto esta consciencialização ser algo demasiado intenso para ser mantido no inconsciente. Simbolicamente, através do seu pai, a consultante trouxe um programa transgeracional de “PILAR DE FAMÍLA”. Basta imaginar alguém a arrastar diariamente 40kg a mais presos no corpo: não deve ser nada fácil. Para essa função, o corpo encontrou uma solução perfeita: o sobrepeso, força muscular e presença física! Alguém que traz este programa normalmente apresenta as seguintes características:

 

  • Estrutura óssea mais densa e larga;
  • Altura acima da média;
  • Psicologicamente expansivo;
  • Facilmente irritável;
  • Tendência a tornar-se o líder nas tarefas de maior dureza física e emocional.

 

 

 TERAPÊUTICA:

 

 

1 – Alguém que escolhe implicar-se seriamente com o seu corpo, terá que colocar as seguintes questões: Para que é que o meu corpo necessita de manter excesso de peso? Que informação que o meu corpo me está a proteger?

 

2- Identificação de crenças limitantes inconscientes: A entrega ao processo garante uma libertação da repressão que, por sua vez, permitirá modificar crenças ou padrões limitantes como “eu não tenho apoio de ninguém”; “não posso confiar nas pessoas que mais amo”; ”a vida é uma constante ameaça”, ”sem mim, a minha família não sobrevive”; ”tenho de cuidar de quem me ataca”; “eu sozinho/a, não sou ninguém…” etc. Após identificação dos conflitos, a pessoa tem à sua disponibilidade a programação que se encontra na origem do sintoma, iniciando a mudança na relação consigo mesma.

 

2 – A leveza emocional está diretamente relacionada com a leveza física. No processo de autoconhecimento e psicoterapêutico, o sobrepeso será o guia que leva às mensagens que estão guardadas no inconsciente individual e familiar. A velocidade e a rapidez do processo é diretamente proporcional à entrega ou aceitação do próprio corpo, respeitando os ritmos biológicos e hormonais naturais.

 

3 – A entrega é garantia de sucesso. A auto-estima é uma sensação interior de bem-estar que implica uma relação de respeito e aceitação pelo corpo. A perda de peso é acompanhada por uma sensação de paz interior e vice-versa. Quando a pessoa começa a respeitar a função que o peso que transportava na sua vida, o inconsciente deixa de criar uma fonte de tensão extra que sabota as tentativas de seguir em frente. No momento que o corpo é reconhecido como um aliado e não um inimigo, o prazer em viver vai aumentando naturalmente e, com isso, o impulso em experimentar soluções novas ou reprogramar mentalmente para o emagrecimento. A autodisciplina e a extroversão andam de mão em mão. Soltando o inconsciente biológico da sua função como protetor zeloso, será mais fácil e fluido o processo de perda de peso, sem existir a necessidade em recorrer a medidas mais drásticas e dolorosas.

 

 

O segredo encontra-se na simplicidade terapêutica e não  em complexos e sofisticados métodos de emagrecimento. A natureza dotou-nos de todas as soluções, com a condição que a deveremos respeitar e compreender a forma como se manifesta no nosso Interior Psicobiológico.

 

 

MARCO SOUSA, PSICOLOGIA MODERNA INTEGRATIVA

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Corbera, E. y Marañon, R. Tratado de Biodescoficacion.

dicionário bioemocional 2016 https://play.google.com/store/apps/details?id=com.joanmarcbio.dicciobio2

Fleche, C. Descodificacion Biologica de Los Problemas Digestivos, 2015, Ediciones Obelisco.

https://www.tuasaude.com/

Sellam, S. Principios de Psicosomática clinica, 2009, Ediciones Berangel.

Sellam, S., El pâncreas, el diabetes y cáncer, 2015, ediciones Berangel.

Sellam, S., Sobrepeso y Obesidad (Vol. 3),Colesterol, triglicéridos, lipoma y cáncer, 2015, ediciones Berangel.

 

Sem comentários

Faça o seu comentário