Verdades do Corpo | O DESEJO DE MORRER (Um tema tabu).
Representa uma visão alternativa à saúde baseada na biodescodificação de uma sintomática física ou psicológica, numa intervenção terapêutica que dirige à cura profunda emocional. Serviços: Psicologia Clinica, Psicossomática Clinica e Humanista, Psicogenealogia, Sexualidade Masculina, Numerobiologia.
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O DESEJO DE MORRER (Um tema tabu).

Shiuuu…

 

 

O nosso Inconsciente funciona sob a tutela de desejos não compreendidos.

 

Alguns desejos são aceitáveis,
outros nem tanto.

 

Os desejos não aceitáveis são governados pela ditadura imposta por um Ego obediente às normas sociais, que autoriza o que se pode ou não sentir.

 

Os desejos reprimidos, caso não sejam reconhecidos, acabam por gerar uma tensão inconsciente tão intensa que condicionam, de uma forma deveras dolorosa, a nossa livre e autêntica expressão neste mundo como pessoa.

 

Um dos desejos intensamente reprimidos é o chamado:

 

DESEJO DE MORRER.

 

 

Este desejo é seriamente censurado na nossa sociedade devido á ignorância e ao medo.

 

Numa “bio-lógica”, O DESEJO DE MORRER é paradoxalmente uma solução de sobrevivência. Este desejo surge em situações onde alguém viveu, algures no seu passado, uma situação emocionalmente intensa no qual ficou integrar, desejando morrer para escapar à dor.

 

Essa situação foi de tal forma marcante que enclausura toda a vontade de viver no mundo do corpo. A sensação é de total impotência, entregue completamente à fatalidade, sem solução nem incapacidade em reagir. Nesse mesmo drama emocional não processado, a pessoa vive como se estivesse aprisionado numa cela mental, sem escape, nem forma de fugir, pois ninguém está lá para a ouvir e compreender a suma da sua experiência.

 

Estas situações podem derivar de abusos, humilhações, castigos, escravatura real ou simbólica, uma ausência física e/ou emocional por parte dos progenitores, uma carência profunda de valor, reconhecimento, carência de contacto humano, a perda de alguém vital para a sua sobrevivência, etc. Este tipo de dramas guardadas estão controladas por um “mecanismo de proteção psíquico” que proíbe a expressão, gerada por esse trauma escondido e inconsciente.

 

 

O DESEJO DE MORRER surge quando alguém se depara com um dilema indissolúvel no presente, ativando memórias emocionais do passado onde a criança se sentiu totalmente impotente e vulnerável, entregue ao “deus da morte”.

 

Muitos adultos guardam no seu inconsciente memórias deste alcance, sem estarem Consciente que “as” tem.

 

O DESEJO DE MORRER é na realidade um desejo de escapar, procurando uma nova Existência noutro lugar que não aquele.

 

Como experiência emocional, o inconsciente não conhece a morte. Para o inconsciente, tudo está vivo, em todo momento e em qualquer lugar. A morte é uma forma de renascer, pois a vida não se esgota.

 

Por detrás de um desejo de morrer existe uma intenção positiva, isto é, “quero matar algo em mim para viver novamente”.

 

O DESEJO DE MORRER é um desejo de matar “algo” que aniquila o prazer em estar na vida.

 

Nesse instante, a morte física (SUICíDIO) torna-se num desejo que reporta, na realidade, uma solução.

 

Perante um desejo desta natureza, reprimi-lo por medo de censura ou crítica, só irá intensificar a necessidade de concretização.

 

Quando alguém tem este desejo, a única forma de o transcender é aceitar que o tem em si, partilhando com alguém que ouça, seja compassivo e emocionalmente presente.

 

 

Quem tem coragem em ouvir alguém que afirma que tem DESEJO EM MORRER?!

 

 

Perante esse desafio, é importante abrir o Coração, sabendo que tal desejo representa uma enorme vontade de viver, proibída por uma dor lucinante não resolvida.

 

O primeiro passo é aceitar o desejo e não o censurar pelo mesmo. O desejo de morrer não é um ato egoísta, é uma agoniante dor á espera de ser reconhecida e amada por quem tem um Coração para o fazer.

 

Ao respeitar o DESEJO, respeita-se a pessoa que o transporta.

 

Esconder o desejo é um ato heróico porque ela sabe que irá ferir as pessoas que a amam caso “O” expresse.

 

No fundo, no fundo, não há ninguém que queria partir.

 

Simplesmente existem pessoas que ainda não tiveram oportunidade em abrirem o seu mundo e amar-se a si mesmas.

 

 

 

MARCO SOUSA

1 comentário

  • Ana Mantovani

    06.12.2018 at 12:44 Responder

    Estou encantada pelos seus textos.

    Obrigada por partilhar tantas informações úteis e de uma grande sensibilidade.

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