Verdades do Corpo | PORQUE PROCRASTINAMOS?
Representa uma visão alternativa à saúde baseada na biodescodificação de uma sintomática física ou psicológica, numa intervenção terapêutica que dirige à cura profunda emocional. Serviços: Psicologia Clinica, Psicossomática Clinica e Humanista, Psicogenealogia, Sexualidade Masculina, Numerobiologia.
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PORQUE PROCRASTINAMOS?

O COMPLEXO DE PROCRASTINAÇÃO e o CONFLITO DE AUTONOMIA

 

 

 

A PROCRASTINAÇÃO é uma estratégia que impede o movimento para o DESCONHECIDO.

 

Na lógica etimológica da palavra, o movimento fica adiado para um “amanhã”, isto é, algures no tempo, que não no “AQUI-E-AGORA”. O “amanhã” representa simbolicamente um adiamento de um desejo de mudança, mantendo a pessoa num estado “emocionalmente adormecido”.

 

Neste sentido, a procrastinação tem um propósito positivo que serve para manter a “zona de conforto”, onde a segurança, apoio e conforto são recursos emocionais garantidos. Esta estratégia evita a decisão em avançar de uma forma independente e autossustentável, por conta e risco.

 

 

NA PROCRASTINAÇÃO EXISTE UMA ESTRUTURA MENTAL INCONSCIENTE QUE INFORMA:

 

  1. EU DEPENDO DE … PARA SEGUIR EM FRENTE.
  2. SE TIVER AS CONDIÇÕES X´S NECESSÁRIAS, EU TOMAREI UMA DECISÃO.
  3. EU PRECISO DE X PARA AVANÇAR NO FUTURO.

 

“A MUDANÇA NÃO DEPENDE DE MIM E A AÇÃO SERÁ ALGURES NUM FUTURO IDEALIZADO”.

 

 

 

Por detrás deste mecanismo de defesa inconsciente onde “para seguir em frente, dependo de algo externo para avançar” está a base de inúmeros sentimentos de culpa, desvalorização pessoal e imobilidade em direção a algo que se deseja obter.

 

Alguém que não age e que apresenta este complexo, assume-se vitima das circunstâncias, ou tem a crença irracional que as coisas boas “caem do céu”, tal como uma mãe e/ou pai está sempre presente para os caprichos de um bebé insatisfeito. Este complexo está mascarado em muitos seguidores de filosofias “new age” que advogam a lei da atração através do “poder da mente”, acreditando que nesta crença infantil onde a mudança aparece com a força do pensamento.

 

Biologicamente, a procrastinação é um sintoma de um conflito emocional inconsciente chamado de:

 

 

 

CONFLITO DE AUTONOMIA.

 

O que é ser AUTONÓMO/A?

 

Autonomia é a capacidade em dar uma resposta a um problema, própria de uma atitude ADULTA e EMOCIONALMENTE MADURA, agindo de uma forma INDEPENDENTE, COM LIBERDADE DE AÇÃO e ser AUTOSUFICIENTE.

 

Ser autónomo é a função do adulto enquanto que, a procrastinação, remete para a dependência, submissão e subordinação, presente no estado infantil, onde a criança necessita dos cuidadores para sobreviver e não é 100% autónoma para agir em função das suas vontades.

 

 

O “conflito de autonomia” tem origem em situações dramáticas programadas na infância onde AUTONOMIA equivale a PERIGO DE VIDA.

 

As experiências traumáticas imprimem no sistema nervoso central autónomo um perigo inconsciente, ficando gravado nos tecidos neurológicos e na memória do próprio corpo. Quando a necessidade de mover-se em direção a algo é ativada, o cérebro reage com respostas neuro-vegetativas involuntárias, cuja função é proteger o trauma emocional e físico presente no cérebro inconsciente.

 

 

POSSÍVEIS CAUSAS INCONSCIENTES:

 

  1. TRAUMA DE PARTO: cordão umbilical enrolado no pescoço, cesariana de urgência (crença: “necessito de ajuda de terceiros para autonomizar-me”), prolongamento da fase expulsiva (crença: “necessito de tempo para me mover adiante”) ou todo e qualquer trauma que implicou uma sensação de morte, sufoco ou entalamento no neonato. O parto é a primeira autonomia, onde o ser-humano passa de uma relação fusional com a mãe para o movimento instintivo em direção a um mundo extrauterino desconhecido.

 

 

  1. TRAUMA NA INFÂNCIA: Acidentes ou doenças que acarretaram um risco real para a saúde da criança nos primeiros 6 anos de vida. Neste caso, como a criança esteve em perigo de vida, os pais instintivamente irão procurar anular os perigos reais ou imaginários, incutindo uma sensação involuntária de medo, fragilidade, debilidade e vulnerabilidade no psiquismo inconsciente. Simbolicamente, o instinto de avançar é inibido através de uma castração emocional.

 

 

  1. TRAUMAS TRANSGERACIONAIS: dramas onde existiram mortes de crianças na árvore genealógica como doenças mortais, acidentes, afogamentos, abortos involuntários ou traumas que originaram lutos bloqueados pelo inconsciente coletivo familiar. VER: “síndrome do Fantasma” ou a “síndrome do filho de substituição”, sobejamente estudo pela brilhante psicóloga francesa Anne Ancelin Schützenberger ou o Dr. Salomon Sellam.

 

 

O CONFLITO DE AUTONOMIA é instalado pela perceção emocional dos progenitores em relação à integridade do seu descendente, procurando protegê-lo do risco e da eminência de um perigo desconhecido, como doença, acidente, “más companhias”, brincadeiras típicas de criança, entre outras possíveis razões mascaradas sob a tónica de “bons pais”.

 

 

PROGRAMAÇÃO FAMILIAR INCUTE NO SOFTWARE BIOLÓGICO DA CRIANÇA A CRENÇA:

 

“SE EU AVANÇAR, MORRO!”

 

Como o insciente biológico tem como principal função zelar pela nossa integridade, este ativará mecanismos psicológicos, emocionais ou neurológicos que bloqueiam a autonomia do individuo adulto.

 

 

 

QUAIS SÃO OS POSSÍVEIS SINTOMAS?

 

 

PSICOLÓGICOS: procrastinação, baixa autoconfiança, baixa autoestima, desvalorização, isolamento, depressão sem causa evidente, dependência emocional, debilidade psicológica, ansiedade generalizada.

 

COMPORTAMENTAIS: Dependência económica, dificuldade em seguir uma via académica ou profissional, “síndrome do Peter Pan”, bloqueio no empreendedorismo, dificuldades de gestão financeira, dificuldade em estabelecer compromissos profissionais ou de relacionamento. Todos estes comportamentos têm a intenção positiva em permanecer sob a dependência de algo ou alguém, para evitar ativar o conflito.

 

PSICOSSOMÁTICOS / FISICOS: paralisia motora de causa desconhecida, fadiga crónica, lesões osteoarticulares que impedem o movimento dos membros inferiores, cefaleias (autonomia intelectual), fibromialgia. Todos estes sintomas são soluções biológicas que evitam a ativação do conflito.

 

OUTROS: Este conflito pode estar ativado nas simples escolhas do dia-a-dia, evitando a pessoa em “evoluir” e manter-se num estado passivo, rotineiro e desconfortavelmente segura. Caso não seja reconhecido, pode levar a um ciclo de retroalimentação negativo, com estados emocionais de frustração, raiva e impotência, presentes de uma forma vagamente sentida ou imaginada. O “conflito de autonomia” passa a ser uma companhia diária, onde a pessoa vive uma ambivalência entre PARAR e AGIR.

 

 

 

O CONFLITO DE AUTONOMIA INIBE A EXPRESSÃO PSÍQUICA E EMOCIONAL DA ENERGIA MASCULINA QUE LEVA À ACÃO, CONCRETIZAÇÃO E PROATIVIDADE, NO RELACIONAMENTO COM O EXTERIOR, BLOQUEANDO 3 FUNÇÕES BÁSICAS DO SER:

 

EU LIDERO

 

EU COMANDO

 

EU QUERO

 

 

 

SOLUÇÕES TERAPÊUTICAS:

 

 

 

1 – RECONHECIMENTO DO CONFLITO:

 

Este conflito está protegido sob várias estratégias de defesa do EGO. Detetar este conflito é trazer à superfície esses mesmos mecanismos de defesa que podem estar escondidos através de julgamentos e humilhações no passado. Na selva, alguém que apresente este conflito torna-se facilmente numa presa fácil para os predadores. Quando um ser vivo não se move em direção a algo na busca de maior garantia de sobrevivência, ou que não se proteja sozinha dos perigos, pode ser conotada como fraca, débil, inferior, dependente, infantil, descartável pela tribo, obrigando-a a esconder o conflito através da vergonha ou da máscara da vítima. Quando não se obtém algo, é fácil culpar o outro e não assumir ativamente a responsabilidade pela sua inoperância.

 

 

2 – EXERCÍCIO:

 

Completar a seguinte frase, 10 vezes seguidas:

“PARA MIM, AUTONOMIA É…”

Ao realizar este exercício, deixe sair todas as palavras que lhe surjam na mente (quanto mais espontânea for a resposta, menor será o filtro e assim terá respostas mais fidedignas). Por exemplo: “autonomia é aventura”; “autonomia é assustadora”, “autonomia é sufocante”; “autonomia é…”.

Caso tenha obtida mais de 5 respostas onde a autonomia é sentida como desconfortável, muito possivelmente terá o conflito ativado. A “pior resposta” será aquela que bloqueia emocionalmente o conflito.

 

 

3 – SEGUIR O RASTO DO CONFLITO E REVISITAR O TRAUMA DE UMA FORMA ATIVA E SEGURA:

 

Neste passo entram as ferramentas terapêuticas que dão espaço ao inconsciente manifestar-se de uma forma ativa e segura, abrindo memórias emocionais inconscientes que estão codificadas em crenças limitantes e energia emocional reprimida, sobretudo RAIVA e IMPOTÊNCIA.

Através da experiência prática e observação de resultados, a pessoa começa a agir diretamente no meio onde reside, assumindo uma energia mais viva a ativa. Os benefícios são inúmeros, desde um incremento considerável da vitalidade do estado psicológico e físico, bem como maiores níveis de autoconfiança e valorização. Todo e qualquer investimento em torno da resolução deste conflito darão recursos extremamente valiosos como Individuo, afirmando-se mais paulatinamente no mundo social e profissional.

 

 

MARCO SOUSA, PSICOLOGO CLINICO (ORDEM N.º 9060)

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