Verdades do Corpo | MÃES VENENOSAS: A síndrome da “mãe-aranha”
Representa uma visão alternativa à saúde baseada na biodescodificação de uma sintomática física ou psicológica, numa intervenção terapêutica que dirige à cura profunda emocional. Serviços: Psicologia Clinica, Psicossomática Clinica e Humanista, Psicogenealogia, Sexualidade Masculina, Numerobiologia.
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MÃES VENENOSAS: A síndrome da “mãe-aranha”

NOTA DE ALERTA:

Falar desta síndrome é emergir num dos tipos de relacionamentos mais tóxicos e complexos que podem ser experienciados ao nível emocional.

A “mãe-aranha” é um tema tabu na nossa sociedade porque a figura materna é dada como intocável, endeusada a níveis psicologicamente patológicos. Por isso, este artigo poderá chocar mentes sensíveis, sobretudo onde a mãe é a figura mais importante do mundo.

 


 

O relacionamento da “mãe-aranha” é uma estratégia de sobrevivência que mães aplicam, consciente e/ou inconscientem, com as suas crias com o propósito em controlar, a ferro e fogo, toda e qualquer tentativa de iniciativa inconveniente por parte dos filhos. Este complexo afeta o processo de Individuação da criança e do futuro adulto, tornando-se numa presa da teia emocional materna, sem ter consciência racional do mesma.

Quanto mais a criança lutar contra a viscosidade emocional da teia relacional da mãe, mais agarrada fica à mesma, tal como inseto que se enrola pronta para ser comida.

Este tipo de relação é parasitária porque a aranha retira da sua presa o substrato emocional vital que lhe carece. A “mãe-aranha” alimenta-se do amor incondicional da criança pois esta não consegue reconhecer o lado “predatória” materno.

 

 

A MENSAGEM QUE A ARANHA LHE INJETA NO SANGUE É:

 

Tu, meu filho/a, és tudo para mim! Eu preciso de ti, não consigo viver sem ti e nessa dependência encontras o meu amor”.

 

(Imagino que muita gente ao reconhecer estas palavras não encontrará o veneno das mesmas. Se assim é, sugiro continuar a ler o artigo para não deixar-se iludir pelo feitiço do veneno da aranha).

 

 

O INCONSCIENTE FUNCIONA ATRAVÉS DE SÍMBOLOS E METÁFORAS.

 

A síndrome da “mãe-aranha” pode ser encontrada como uma metáfora nos sonhos das crianças, sobretudo quando estas têm pesadelos com aranhas ou qualquer outro inseto predatório que cause uma sensação de repugnância. Como a criança não consegue ver essa realidade na sua própria mãe, o inconsciente alerta através de criatividade simbólica onírica. Alguns casos são mais exacerbados, podendo inclusive programar fobia às aranhas (aracnofobia).

Como exemplo, uma cliente com 22 anos de idade que apresentava este sintoma (aracnofobia) onde transportava diante de si uma “mãe-aranha” que o consciente negava em reconhecer. Para essa jovem seria inconcebível ver esse amor tóxico porque a mãe tinha feito tudo por ela, inclusive estar com um homem (o pai da mesma) que não amava para poder cuidar da sua filha. Este ato de sacrifício é uma das facetas do complexo da “mãe-aranha”. A fobia é uma forma de deslocar todo esse veneno emocional materno num bicho completamente inofensivo. Muito provavelmente uma “mãe emocionalmente tóxica” causa mais óbitos do que viúvas negras da selva amazónica.

 

 

PORQUE É TÃO DIFÍCIL A MENTE CONSCIENTE RECONHECER ESTA SÍNDROME?

 

A “mãe-aranha” usa uma estratégia emocional ambivalente, misturando no mesmo cocktail educacional Amor com Medo, doçura com amargura, veneno com cura, aplicando frases como:

Tu, sem mim, não és ninguém”; “eu dou-te tudo e é isso que me dás em troca?”; ”eu sacrifico-me por ti e só me desiludes”; “Se não fizeres isso, deixo-te de amar”, “quando te casares e teres emprego já não quererás saber de mim…”;

Estas mensagens programam um “nó emocional” na mente inconsciente da criança desde os seus primeiros anos de desenvolvimento. A criança fica amarrada a mãe, tal como um inseto na teia. Como só reconhece este registo materno, acabará por submeter-se à toxicidade emocional que lhe é dirigida, não conseguindo conceber a imagem de uma mãe emocional saudável.

A “MÃE-ARANHA” AMA CONDICIONALMENTE. A criança aprende que, para receber os ingredientes emocionais como amor, respeito, valor e afeto, necessita de anular a sua INDIVIDIVIDUALIDADE. Qualquer tentativa de contrariar, opor ou defender-se da “mãe-aranha” saberá que lhe irá custar a proteção da mesma. Por um lado, oferecerá todo o amor do mundo e, por outro, retira totalmente quando é contrariada ou quando não são respeitados os seus desejos. A “mãe-aranha” cria condições para que esta seja digna da sua atenção, reconhecimento e valor. Esta é uma mãe que dá e tira em simultâneo.

O desenvolvimento neuropercetivo e emocional da criança fica emaranhado nessa teia de incoerências e mensagens contraditórias. O cérebro aprende a reconhecer que Amar é perigoso.

 

 

QUAIS SÃO OS SINAIS INDICIAM UMA MÃE-ARANHA NA FASE ADULTA?

 

  • Sentimento de culpa inconsciente quando opta por pensar em si mesmo/a.
  • Dependência emocional e financeira dos pais (quanto maior a dependência, maior o “amor”)
  • Insegurança e baixa-estima nos relacionamentos.
  • Viver relacionamentos contrariados (“sei que aquela pessoa me faz mal, mas não consigo deixar de estar com ela”).
  • Dificuldade em tomar decisões ou necessitando sempre da aprovação parental para as tomar.
  • Imaturidade emocional e dificuldade em tomar iniciativas por conta própria.
  • Conflitos entre mãe e filho/a. Caso não seja assumido, esse mesmo conflito pode ser deslocado para outra figura feminina de autoridade como a chefe, a sogra, a irmã mais velha, etc.
  • Há um efeito perverso que é encontrado frequentemente neste tipo de complexo, onde a criança necessita de adoecer para conseguir obter a atenção da mãe. Neste caso, muitas patologias podem estar relacionadas com este de estratégia de sobrevivência.
  • Desordens amorosas ou dificuldade em estabelecer vínculos amorosos estáveis;
  • Infertilidade ou medo inconsciente em engravidar;
  • Violência masculina no relacionamento amoroso (o homem descola o ódio que sente pela mãe aranha contra a mulher).

 

 

O QUE É UMA “MÃE-ARANHA”?

 

A mãe que usa esta estratégia altamente tóxica é uma mãe viciada emocionalmente nos filhos. O seu bem-estar depende do controlo que exerce sobre os mesmos, desejando sempre manter uma “garrafa de vinho” na prateleira como reserva, caso sinta a falta do mesmo. Esse elixir da vida é energia emocional da criança. Quando esse elixir deixa de estar presente, a mãe viciada acaba por criar estratégias de modo a evitar a “ressaca” emocional. Nessa carência patológica, intoxica a criança com amor e atenção para exigir de volta a mesma quantia que ofereceu. A criança torna-se um objeto emocional para a mãe com o propósito de evitar gerir a sua própria frustração existencial. A “mãe-aranha” é encontrada em casamentos emocionalmente vazios de amor, afeto e prazer, de famílias destruturadas ou simplesmente trazida como modelo de comportamento da mãe da mesma.

Independentemente das causas inconscientes que levam a esta estratégia de sobrevivência materna, uma “mãe aranha” é emocionalmente tóxica e dependente da presença dos filhos. Por detrás de uma “mãe-aranha” há sempre um pai física e emocionalmente ausente, por isso busca alimento no lugar mais disponível.

Atualmente, muitas mulheres optam por engravidar, mesmo não tendo uma vida amorosa e emocional estável. Quando o desejo de ser mãe é superior ao seu bem-estar, simplesmente está a negligenciar a realidade e a tornar o/a filho/a como salvadoras da mesma. Este desejo inconsciente é indício que a síndrome da “mãe-aranha” quer sobrepor à escolha racional da mulher.

 

 

COMO SUPERAR ESTE COMPLEXO?

 

O primeiro erro é apontar o dedo à sua mãe. Essa estratégia foi a que permitiu sobreviver num terreno emocionalmente árido e infértil. Quando alguém desperta para esta síndrome, é normal sentir uma emoção de nojo e repulsa pelos seus próprios progenitores. Essa emoção é saudável pois move o inconsciente no corte com a influência materna e na busca de referências maternas mais saudáveis. Na realidade, uma “mãe-aranha” foi também vitima do mesmo veneno, senda esta síndrome transmitida de geração em geração.

Segundo, é necessário recorrer a um trabalho terapêutico que permite gerir emocionalmente esta ambivalência, dando à figura materna um lugar mais honrado e respeitosos no inconsciente. Por experiência, esta síndrome requer uma dose de expressão emocional e uma disponibilidade mental em experimentar a “vulnerabilidade emocional total” porque o “veneno” foi injetado desde muito cedo. O método terapêutico terá que ser discutido com o Psicólogo, agindo da forma mais segura e compreensiva possível.

 

 

No entanto, os benefícios de expurgar o veneno materno são imensos e variados, desde maiores níveis de energia, melhorias na vida sexual e amorosa e níveis de autoestima e autoconfiança nunca antes experimentando de uma forma presente e permanente.

 

 

Para mais informações:

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