Verdades do Corpo | PSICOGENEALOGIA
Representa uma visão alternativa à saúde baseada na biodescodificação de uma sintomática física ou psicológica, numa intervenção terapêutica que dirige à cura profunda emocional. Serviços: Psicologia Clinica, Psicossomática Clinica e Humanista, Psicogenealogia, Sexualidade Masculina, Numerobiologia.
Psicologia, Psicossomática, somática, placebo, biodescodificação, relacionamento, Clinica, Humanista, numerologia, Saúde, Mente, Psicogenealogia, genealogia, família, sexualidade, masculino, homem, gravidez, corporal, inconsciente, emoção, cérebro, gestação, antepassados, infância, equilíbrio, acupunctura, auriculoterapia, biologia, repressão, doença
20262
page-template-default,page,page-id-20262,page-child,parent-pageid-20242,cookies-not-set,ajax_fade,page_not_loaded,,content_with_no_min_height,select-child-theme-ver-2.8,select-theme-ver-3.9,wpb-js-composer js-comp-ver-5.4.5,vc_responsive

PSICOGENEALOGIA

Até que ponto as nossas origens interferem com o nosso destino?

 

A Psicogenealogia baseia-se no estudo da influência da vida dos nossos familiares sobre a nossa saúde. É uma área fundamental na Psicossomática Clínica e Humanista e é considerada actualmente como a “Psicanálise do séc. XXI”.

O nosso destino tem como ponto de partida as nossas origens familiares: “Quem sou eu, de onde venho, para onde vou…”

Desde os tempos mais antigos da história do homem que existe um culto aos seus antepassados. Honravam-se as nossas raízes, enquanto aprendíamos com as histórias dos nossos antecessores para com elas enriquecer as gerações seguintes.

 

Várias tradições filosóficas, desde as orientais até às linhas místicas do ocidente, honravam os seus antepassados através de cerimónias e rituais simbólicos muito específicos. Em cada momento da vida de um adulto, desde a primeira infância até à entrada na idade adulta, respeitava-se uma série de transições simbólicas, fruto das experiências familiares. As várias sociedades e culturas tinham consciência da importância de conhecer e respeitar o solo onde fomos originados, de forma a manter presentes as nossas raízes.

 

Actualmente, devido às contingências actuais da sociedade, foi-se verificando um relegar dessas tradições para um segundo plano. Numa sociedade onde se presta culto ao individualismo, as raízes têm vindo a ser injustamente menosprezadas. Anda-se sempre à procura de um futuro melhor enquanto se ignora o passado que temos presente nas nossas costas. Tal manifestação de ignorância poderá trazer consequências muito nefastas à nossa vida.

 

Com a Psicogenealogia há um resgatar das vivências ancestrais através vários estudos recentes nas ciências biológicas e psicológicas. Vários investigadores e académicos começaram a explorar uma área que foi inicialmente aberta pela Psicologia profunda de Freud. Embora seja ainda algo polémico e com uma teoria limitada, não se deixa de reconhecer a sua audácia em explorar o totem familiar. Ao longo do século, tem havido uma contribuição teórica para esta área, por parte de mentes prodigiosas tais como as de Carl G. Jung, Alejandro Jodorowsky, Anne Ancelin Schützenberger, Nicolas Abraham e Maria Torok, Jonh Bowlby, Bert Hellinger, Salomon Sellam, entre outros… Com a Psicogenaelogia temos oportunidade em explorar as mensagens presentes no Inconsciente Individual e Familiar.

 

Ao abrir uma árvore genealógica, podemos encontrar um sem fim de informações que nos podem ajudar a orientar o rumo da nossa vida. Este processo envolve a procura das chamadas “Influências Transgeracionais” e Fidelidades Familiares Inconscientes (FFI). As FFI são como grilhões que predem o crescimento do Individuo e que lhe impossibilita o encontro com a sua verdadeira personalidade.

O motivo da consulta transforma-se no mote da exploração, podendo o mesmo ir de doenças físicas e orgânicas, disfunções sexuais ou infertilidade a desordens amorosas, questões materiais e financeiras, passando por dúvidas existenciais ou outro qualquer motivo que seja válido para o explorador.

Através dos sintomas, aprofundamos a qualidade dos nossos os arquétipos masculino e feminino, as afinidades e aversões, os segredos, as síndromes de aniversário, os ciclos biológicos celulares memorizados e os programas mentais que se encontram albergados no inconsciente individual transmitido pelo inconsciente familiar. À medida que a exploração avança, começa-se a formar uma teia que nos permite ter tomadas de consciência transformadoras: começamos lentamente a desvendar o nosso destino.

 

“Nós somos menos livres do que acreditamos ser.”

Anne Ancelin Schützenberger (mãe da Psicogenealogia)

 

Os dramas familiares deixam uma marca no inconsciente familiar, arrastando-se, por vezes, até 5 gerações. Cada descendente recolhe heranças neurobiológicas do drama. Existe um vário leque de dramas familiares, como por exemplo:

  • Lutos;
  • Interrupções voluntárias e involuntárias da gravidez;
  • Questões sexuais desviantes;
  • Adultério;
  • Fracassos pessoais;
  • Carências de pai e mãe;
  • Segredos;
  • Heranças, dívidas, dinheiro sujo;
  • Famílias separadas geograficamente.

Um drama familiar de uma avó que faleceu durante um parto, pode originar numa neta uma desordem ginecológica / sexual ou amorosa. Uma mensagem inconsciente de sobrevivência da avó pode ser transmitida para a neta, levando-a a uma adaptação biológica na qual “ser mãe = morte“. Como a função básica do sistema biológico é garantir a sobrevivência em detrimento da procriação, o inconsciente biológico dá ordem de bloqueio ao sistema reprodutor, ou procura “sabotar” as relações com o sexo oposto de modo a evitar a procriação.

 

A Bio-lógica é arte da psicossomática, tendo como fonte de inspiração a Psicogenealogia.

 

Mas como toda a árvore tem o seu lado luminoso, também aqui se podem encontrar capacidades, talentos, sonhos, ambições e riquezas prontas para serem colhidas e integradas na vida da pessoa. A árvore trabalha com o lado sombra do indivíduo para poder chegar ao lado luminoso.

 

“A família é a fonte de todos os tesouros e de toda a porcaria.”
Alejandro Jodorowsky

 

Contudo, são os dramas familiares inconscientes que mais stress incutem no dia-a-dia, seja ele um simples stress psicológico ou um stress biopsicológico mais intenso que se converte numa doença crónica.

 

Para a elaboração de uma árvore genealógica é fundamental recolher o maior número de informações possível relacionadas com os membros familiares, tais como:

  • Nome;
  • Sobrenome;
  • Data de nascimento;
  • Data de falecimento;
  • Datas de aliança / casamento;
  • Trabalho;
  • Temperamento / personalidade;
  • Aspectos físicos;
  • Estado civil;
  • História médica e psicológica.

A ausência de informações também pode ser indício de mensagens inconscientes.

 

Com a árvore genealógica abrem-se ramos e linhas de investigação.

 

“Ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por tornar consciente a sua escuridão familiar.”

Carl Gustav Jung